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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

FARSA

João Gonçalves 15 Mar 05

Pedro Santana Lopes parece que trata os seus colaboradores como meros lacaios. O grave é que parece que eles gostam. E, para não perder tempo, começa logo nos mais próximos. Constava que Carmona Rodrigues tinha conseguido devolver alguma dignidade à função presidencial camarária. Discreto e aparentemente competente, Carmona não despertou animosidade nas oposições e mobilizou minimamente a anquilosada máquina da Câmara. Mesmo que o faça em nome da amizade, a farsa em que se deixou envolver nos últimos dias, por causa do "volta-não-volta" de Santana, é imperdoável. O respeito por si próprio e pela forma como exerceu o seu curto mandato não são compatíveis com a não-posição que tomou. Era preferível ter saído de rosto erguido a ter ficado, ainda que tenha "poderes reforçados". Se tão pouco lhe basta como consolo, este gesto pusilânime coloca-o à altura do seu mentor. Por isso, nem um, nem sobretudo o outro, merecem continuar depois de Outubro.

O "PATHOS" DA CULTURA

João Gonçalves 15 Mar 05

Eu esperava que o ministério da Cultura obtivesse "outra" visibilidade política com este governo. Os sinais recolhidos nas "Novas Fronteiras" apontavam para aí. E julgava que a experiência dos últimos anos já tinha sido suficientemente esclarecedora. Pelos vistos não foi. É pena.

LER OS OUTROS

João Gonçalves 15 Mar 05

O Fio do Horizonte de Eduardo Prado Coelho, no Público: "Porto/Lisboa".

O ESPECTADOR COMPROMETIDO

João Gonçalves 15 Mar 05

Raymond Aron

Passou ontem, dia 14, o centenário do nascimento de Raymond Aron. Os nossos liberalóides de serviço - os da blogosfera e os outros - estavam demasiado preocupados com o destino dos medicamentos e das farmácias da paróquia para se lembrarem dele. Definiu-se como o "espectador comprometido". Suficientemente perto e prudentemente longe da política, Aron atravessou o século passado dando testemunho de um pensamento livre e iconoclasta bem expresso nas Memórias editadas no ano da sua morte. Foi vigoroso no combate aos totalitarismos que alguns dos seus contemporâneos adularam e pode hoje ser considerado como uma "referência" do "politicamente incorrecto". Não se considerava propriamente de "direita", mas nunca mostrou qualquer tipo de veneração ou de temor reverencial pela "esquerda". Citado por Jorge Almeida Fernandes no Público de ontem, Aron considerava que "o intelectual não recusa comprometer-se e, no dia em que participa na acção, aceita a sua dureza. Mas esforça-se por nunca esquecer nem os argumentos do adversário, nem a incerteza do futuro, nem os erros dos amigos, nem a fraternidade secreta dos seus combatentes." Já não se "fabrica" disto.

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