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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

CESÁRIO VERDE (1855-1886)

João Gonçalves 25 Fev 05



Se eu não morresse, nunca! E eternamente
Buscasse e conseguisse a perfeição das cousas!

LEONOR

João Gonçalves 25 Fev 05

Leonor Beleza propôs Manuela. Por que é que ninguém propôe Leonor?

BLOGS FOR THE BOYS

João Gonçalves 25 Fev 05

Em certa medida, a "blogosfera" foi um dos vencedores das eleições de 20 de Fevereiro. Pela independência crítica, pela iconoclastia, pela ousadia e - por que não reafirmá-lo? - pelo combate dado ao horrível movimento crepuscular da coligação agora de saída. Por isso, vai ser muito interessante acompanhar os próximos tempos. Quem ficará por cá? Quem estará de saída? Quem é que fica embora mudando discretamente de "registo"? Em suma, quem é que se consegue manter fiel à sua matriz original? Os primeiros sinais de resposta já andam por aí. É só saber ler nas linhas certas. E nas entrelinhas.

UM NOME

João Gonçalves 25 Fev 05

O Paulo Gorjão lembrou-se de António Mega Ferreira para candidato do PS à Câmara de Lisboa. Em parte tem razão. A par com os indiscutíveis méritos intelectuais que possui, Mega Ferreira, o ex-soba Expo98, tem um currículo político suficentemente versátil para abarcar tamanha empresa. Esteve na "maré alta" do PRD e foi um distinto membro do ZAP, a gloriosa comissão "Zenha à Presidência" dos idos de 1985/86. Sabe ler e escrever bem. Porventura serve.

O PERDEDOR

João Gonçalves 25 Fev 05

Até à Figueira da Foz e, em parte, até Lisboa, Pedro Santana Lopes podia ser encarado como uma personagem vagamente romântica da banda desenhada a quem o audiovisual acabou por dar vida e transformar em película colorida. Nada de substancial justificava a repulsa excessiva perante a figura. E o lado "aventureiro" ou "desassombrado" da criatura era prometedor, "diferente". As suas vitórias autárquicas repousaram mais sobre essa “forma” do que propriamente sobre uma substância política qualquer. A sucessão de secretaria propiciada por Barroso, e inicialmente acarinhada por Sampaio, permitiu evidenciar a improbabilidade mais gravemente danosa destes 30 anos de democracia. Os seis meses trapalhões em São Bento e uma campanha eleitoral tão ou mais errática do que a infeliz governação, permitiram que Santana Lopes, o "menino-guerreiro", chegasse a 20 de Fevereiro com um passivo letal. Finalmente a substância, ou a falta dela, venceu definitivamente a forma. Nesse dia os portugueses disseram a Santana Lopes que sabiam perfeitamente quem ele era. Aparentemente ainda está a fazer-se de desentendido e acha que a pátria, no fundo, suspira por ele. A sua mitomania arrastou um grande partido nacional para uma derrota profunda e para a desonra. O "cabo eleitoral", o "gladiador" incontornável, o "ganhador" em combate é, aos olhos da maioria e das poucas formas de vida inteligente que subsistem no PSD, aquilo que ele é: um perdedor. Até no jargão que lhe era politicamente mais caro, Santana Lopes perdeu. A "maioria, o governo e o presidente", com que tanto gosta de encher a boca, entregou-os de bandeja aos "outros", os famosos "eles" que tanto insultou na campanha sem perceber que estava, na realidade, a insultar a inteligência do eleitorado. A circunstância de não se ter demitido da liderança do partido e de persistir na vertigem suicidária, ajudam a moldar-lhe um pouco mais o carácter. O congresso extraordinário do PSD vai ter de escolher entre um perdedor e o futuro. O país, felizmente, já escolheu.


Três notas:


1. Este texto foi escrito na manhã de terça-feira passada para as Independências do jornal O Independente. À tarde, sabia-se que Santana Lopes não se recandidatava à liderança do PSD. Contudo, tudo no seu propósito denuncia que terá sempre "uma palavra" a dizer, mais tarde ou mais cedo. Menezes é apenas uma clonagem primitiva para "aplanar" o caminho. E não só.
2. Num artigo na revista Visão, Mário Soares deu de novo voz à sua reciclada "ternura" por Santana Lopes, ali apodado de "combativo" e de "corajoso", provavelmente interessado em "saltar" para uma candidatura presidencial. Eu imagino o jeito que dava, de facto, uma candidatura de Santana Lopes! Menezes, convencido da sua "dimensão" nacional, acha que o país todo já sabe quem é que ele quer em Belém, Marcelo. Esta conjugação involuntária de esforços aparentemente tão diversos para evitar a candidatura de Cavaco Silva, com os argumentos mais extravagantes, vai ser interessante de seguir. E isto ainda não é nada.
3. Na noite de 20 de Fevereiro houve outro perdedor, o dr. Portas. Não tenho a certeza que ele aguente o acto de dignidade dessa noite. O que se está a assistir no PP é uma espécie de tragicomédia, uma vez mais manipulada pelo mesmo one man show de sempre. E a prova de que o actual CDS/PP é uma criação inteiramente privada do dr. Portas que, sem ele, nada é. Por isso, a ele quer voltar. E ele, se calhar, também.

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