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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

BACH

João Gonçalves 17 Fev 05

Ouvindo as "Variações Goldberg", por Glenn Gould. Se existe alguém que deve tudo a Bach, esse alguém é seguramente Deus, Cioran.

DOMINGO, MALDITO DOMINGO II

João Gonçalves 17 Fev 05

Seria interessante - embora julgue que já não vai a tempo - alguma empresa de sondagens publicar, simultaneamente com a previsão habitual dos resultados da legislativas de domingo, às 20h, nas televisões, uma sondagem concomitante acerca das intenções de voto para as presidenciais... Quem diz às 20h, diz no encerramento da emissão sobre as eleições. Por outro lado, também se podia perguntar, aos votantes que declararem que votaram no PSD, quem é que eles querem para líder do partido.

ÓPERA "BUFFA" II

João Gonçalves 17 Fev 05

Num acesso corajoso, que eu subscrevo, o director do Teatro Nacional de São Carlos deu visibilidade à incompetência política do actual ministério da Cultura, cancelando parte da temporada lírica. Teria sido igualmente uma excelente oportunidade para "Os Amigos do São Carlos", de que sou vagamente sócio, se pronunciarem. Este episódio lamentável devia ser traduzido em não-votos nos partidos responsáveis por isto, sobretudo em relação a esse extraordinário valor a despontar para o anonimato que é Teresa Caeiro, do PP. Encarar com determinação os problemas dos teatros nacionais, onde o único de ópera se inclui, bem como os de organismos similares, é forçosamente uma tarefa prioritária dos próximos inquilinos da Ajuda. No que eu puder e souber, tentarei ajudar.

DOMINGO, MALDITO DOMINGO

João Gonçalves 17 Fev 05

A partir da noite de hoje e durante o dia de amanhã vamos ser inundados por sondagens. Ao meu telemóvel, por amizade, chegou parte da sondagem do Expresso, já que omite a percentagem de indecisos e de abstencionistas. Não julgo que haja, nesta matéria, grandes novidades. Domingo promete-nos, e aos partidos, algumas certezas e demasiadas dúvidas. A certeza é a vitória do PS. Daí para diante é só dúvidas. A primeira diz respeito ao PS e é a questão decisiva destas eleições. O Partido Socialista chega a domingo sem saber se leva no bolso a maioria absoluta. Isto acontece porque nem o país tem a certeza que o PS a merece, e nem o PS se apresentou ao país em condições de inequivocamente a merecer. Outra incógnita é a dimensão da derrota do PSD. Não deverá ser tão profunda e humilhante como se poderia prever. O PSD mantém um "núcleo duro" de confiança que na hora do voto se deve manifestar, independentemente do desastre Santana Lopes. O PP está no mesmo "barco". Não deve nem merece alcançar os dois dígitos. Esta rídicula "fase terminal" de alegada disputa de deputados com o PS não lhe vai servir para nada. A CDU/PCP, a mais honrada campanha, não sairá muito prejudicada destas eleições e o BE deverá crescer em votos e deputados sem que isso represente necessariamente a "terceira" força. Restam os indecisos e os abstencionistas. Até à 25ª hora os partidos vão tentar tudo para que uns se decidam e para que os outros votem. Visto do lado destes, que não é o meu, a motivação para se mexerem deve ser ínfima. Esta campanha foi demasiado pequenina para os problemas que estão aí para resolver. Os portugueses vão votar desiludidos. Desiludidos com o passado, com todos os passados, e desiludidos quanto ao que aí vem. Faltou realismo a esta campanha justamente no momento raro em que os portugueses estavam disponíveis para o realismo. A ética é estarmos à altura do que nos acontece, com ensinava o filósofo. Depois desta miséria, é só isso que podemos esperar para nós no domingo.

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