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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

NÃO, OBRIGADO

João Gonçalves 15 Fev 05

O dr. Barroso apareceu num tempo de antena do PSD. Ainda bem. Na realidade este acto eleitoral julga o mandato de uma coligação medíocre, cuja maior parte foi justamente encabeçada pelo referido dr. Barroso. Ficava-lhe mal não aparecer, apesar dos pergaminhos europeus. É o protagonista de uma leviana fuga às responsabilidades para as quais tinha sido eleito. Indicou como seu sucessor de secretaria o actual primeiro-ministro. Sofreu uma pesada derrota nas eleições europeias, e indirectamente, vai igualmente a votos no domingo. Muitos dos que confiámos nele, há três anos, vamos agora responder-lhe em conformidade. Tem razão, dr. Barroso. A si, ficámos a conhecê-lo melhor. Ao outro, já sabíamos quem ele era. Aos dois dizemos: não, obrigado.

ÓPERA "BUFFA"

João Gonçalves 15 Fev 05

Agora a sério. O Teatro Nacional de São Carlos está financeiramente "bloqueado", uma trivialidade dos últimos três anos. Quando, na carta de demissão de há quase dois anos, eu denunciei o que se estava a passar e o que mais que se iria passar, fui praticamente crucificado em hasta pública. Teresa Caeiro, na sua alegre inconsciência, conseguiu piorar o que já era suficientemente mau. Paolo Pinamonti, o director do Teatro, devia denunciar publicamente esta situação e pedir claramente responsabilidades, sobretudo num momento em que o timoneiro da secretária de Estado, o inefável dr. Portas, anda por aí a tentar "vender" os seus "valores" nos quais sobressai Caeiro, uma espécie de catástrofe ambulante que aterrou na Ajuda.

A MANHA

João Gonçalves 15 Fev 05

O PS não fez campanha junto ao corpo da Irmã Lúcia. Em Aveiro, Jaime Gama disse qualquer coisa como isto: "afinal, Pedro Santana Lopes é ainda pior em campanha do que no Governo, o PSD limita-se a explorar a oportunidade de ocasião, a aparição e o comentário do assunto do dia e ele aparece cada vez mais como o comentador e cada vez menos como governante". Santana, o "governante-comentador", vai assistir - como é que ele podia perder isto! - às exéquias da "vidente". A gravata preta do dr. Portas antecipou-se, naquilo que o próprio definiu como um acto "pessoal". Esta tosca exploração da dor normalmente tem um efeito contrário ao desejado. O "povo" de que eles tanto se reclamam - sobretudo "esse" povo - não costuma perdoar a manha.


Adenda: Matilde Sousa Franco, a inexplicável "cabeça-de-lista" do PS em Coimbra, também apareceu. E parece que vão aparecer mais. Ainda temos muito que aprender com os franceses, por exemplo. E depois não me venham com a estafada "ética republicana"... Onde é que ela está escondida?



Adenda
II: Perdi um momento único na minha vida, o de ter visto Zita Seabra de luto e de ramo de flores na mão a caminho do Carmelo prestar homenagem à irmã Lúcia. Juro que se tivesse sabido que o milagre de Fátima iria ter esta 'réplica' também lá teria ido! (Correio da Manhã Link). No Jumento.

E SE MELHOR FOR IMPOSSÍVEL?

João Gonçalves 15 Fev 05

Quando olho para as perguntas idiotas que os "jornalistas" vão fazendo aos "populares" que se acotovelam para um pequeno exercício de necrofilia "espiritual" junto ao corpo da última "pastorinha", pergunto-me se efectivamente não estará tudo no lugar certo: esta "teoria comunicacional", este "povo", este governo, este primeiro-ministro, a gravata preta do dr. Portas para ele se contemplar nela, esta indigência colectivamente aceite que não dá sinal de melhoras. E se, afinal, melhor for impossível?

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