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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

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João Gonçalves 6 Fev 05

José Adelino Maltez é um dos mais estimulantes estudiosos da "política". Tem este blogue que merece visita assídua. É membro da "Nova Democracia" de Manuel Monteiro. Não se dá muito por eles, mas também andam por aí.

DA PARÓQUIA

João Gonçalves 6 Fev 05

O Crítico/Henrique Silveira teve a amabilidade de me incluir num "pacote" de blogues que supostamente andam atrás da "agenda" política. E disse: Santana também teve sempre mais problemas com o PSD do que com o restante arco político, tem de lutar em duas frentes, e já sabemos que quem abre várias frentes perde em toda a linha. É o destino de Santana, coisa que não me preocupa nada ao contrário do João Gonçalves do Portugal dos Pequeninos, agora rendido aos encantos de Sócrates depois de ter sido um Social Democrata convicto, o estertor de Santana é apenas um espasmo antes da morte política. Esta leviandade "crítica" merece duas observações, apesar de eu detestar esta coisa tagarela entre blogues.

1. Não estou particularmente preocupado com o "destino" de Santana Lopes. Ou melhor, já estive mais. Porém, sempre lhe apreciei a audácia, a ambição e o instinto de ruptura. Tem algumas qualidades e imensos defeitos, raramente acertando no aproveitamento das qualidades e esticando até um limite insuportável os defeitos. Ser chefe de um governo não é, por exemplo e manifestamente, um dos seus inúmeros talentos.

2. Não me rendi aos "encantos" de Sócrates (sou demasiado "rortyano" para alguma vez poder ser "socrático") nem deixei de ser social-democrata. Nesta concreta contenda, vejo nele naturalmente "mais" perfil de primeiro-ministro do que jamais poderia ver em Santana Lopes. O que vi, o que todos vimos, é, por si, esclarecedor. Até por isso, precisamente por eu ser social-democrata.

LER OS OUTROS

João Gonçalves 6 Fev 05

... Gabriel Silva, o saudoso "Cidadão Livre", no Blasfémias: "Duelo de Chefes" ou o "esgravatar na merda".

GUTERRES

João Gonçalves 6 Fev 05

António Guterres, presidente da Internacional Socialista e antigo primeiro-ministro, vai aparecer na campanha do PS em Castelo Branco. Consta que é uma "mais-valia" para a maioria absoluta. Julgo que ninguém se esqueceu facilmente de Guterres e que muitos o lembram por razões completamentamente distintas. Existem, pois, "dois" Guterres. O "primeiro" é aquele que deu os melhores resultados de sempre ao PS em eleições legislativas e que formou um bom governo em 1995. O "segundo Guterres" é outro. É o homem que, a partir de 1999, ficou ressentido com "as portuguesas e os portugueses" que não lhe deram a maioria absoluta. É o homem que, por isso, praticamente deixou de governar. É o homem que, depois de se entregar de corpo e alma ao semestre da presidência portuguesa da UE, em 2000, não mais largou as "vistas" internacionais. Sem nada de excitante ou de particularmente elevado para apresentar ao país, Guterres afundou as expectativas dos "Estados Gerais" e de um primeiro bom mandato governativo naquilo a que Manuel Maria Carrilho chamou na altura "a apoteose do vazio". Chegou a Dezembro de 2001 inevitavelmente exangue e sem uma sombra da chama dos primeiros anos da década de 90. Murmurou o "pântano" para justificar a interrupção da sua governação politicamente debilitada. E inaugurou, na vida política portuguesa, o célebre lance da fuga, retomado três anos mais tarde, noutros moldes, por Durão Barroso. Com isto, não deixou no entanto de ser quem fundamentalmente é: um especialista em "táctica", com inegáveis dotes oratórios e movido por uma inquebrantável retórica, agora confortavelmente "globalizada". Serão estas "qualidades" suficientes para levar o eleitorado do "centro" a esquecer o "último" Guterres? Será de certeza esta a "melhor ajuda" para conquistar o "centro" para a maioria absoluta? Será mesmo?

A QUEDA DE UM ANJO

João Gonçalves 6 Fev 05

O primeiro-ministro introduziu um novo "tema" na campanha. Aparentemente deixou de estar preocupado com as eleições propriamente ditas. Saltou já e directamente para o dia 21 de Fevereiro. Ao admitir que pode "perder em toda a linha" e com ele arrastar todo o PSD, Lopes está claramente a dizer lá para dentro que vai vender cara a derrota. Santana Lopes vai fazer disto o seu privado "Titanic". Se ele se afundar, não vai perdoar e vai querer tudo e todos bem lá no fundo frio, com ele. Sente-se rodeado pelo terrível e ameaçador silêncio do partido "altivo" que assiste no 1º balcão e de camarote a este espernear inconsequente. Quanto mais Lopes é "PPD", mais o partido "altivo" reclama a devolução do "PSD". Santana Lopes entra na campanha que agora começa oficialmente como um homem acossado. E um homem acossado, particularmente da "natureza" de Santana, é um homem perigoso. Para ele próprio e para os que o cercam. Até a serenidade do voto resolver esta questão, haverá um dramático crescendo de sobressalto e uma indeclinável pulsão para o abismo. O anúncio disto emergiu em todo o seu esplendor com o recurso a um verbo que não fazia parte do léxico de Santana: perder. Eu, que modesta e pessoalmente o estimo, tenho pena de estar a assistir a esta patética queda de um anjo.

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