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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

LAÇOS DE TERNURA

João Gonçalves 5 Fev 05

No seu novo "livro", Figueira- A Minha História, a apresentar hoje, Santana Lopes deixa alguns "mimos" a conhecidos companheiros de partido, designadamente a quem o escolheu e a quem ele alberga no seu governo. Oiçam-no: "Santana lembra que Pacheco "cortava a direito, fiel a certezas que a realidade desmentiria. Não disfarçava a reprovação do meu nome para a qualquer candidatura no 'seu' distrito, embora não o fizesse abertamente. Também Marcelo Rebelo de Sousa, José Manuel Durão Barroso e José Luís Arnaut fizeram tudo 'para que não fosse candidato a nenhuma câmara'." Marcelo, de resto, tinha declarado Santana "politicamente morto". Este "livro" e outros "livros" vão dar que falar depois de 20 de Fevereiro, de certeza, num congresso algures por aí.

ÚTEIS VALORES

João Gonçalves 5 Fev 05



Este cartaz, aparentemente espalhado por Coimbra, não abona o partido "dos valores" e da "convicção". Um conselho ao dr. Guedes: antes de pedir a cabeça de alguém, certifique-se primeiro se ele próprio tem uma. É mais... "útil".

Agradecimentos ao
Causa Nossa e aos Manos Metralha.

SUBSCREVO

João Gonçalves 5 Fev 05

(...) Existe no mundo político português, e também nos "media", uma certa relutância a chamar os bois pelos nomes, que nunca se viu tão claramente como hoje. A pretexto de que não se deve discutir a vida privada de cada um, não se discute a vida pública de ninguém. Além disso, a vida pública e a privada não são inteiramente separáveis. Não se muda de carácter porque de repente se entrou num partido ou no governo (ou numa televisão ou num jornal). Um aventureiro, um arrivista, um falsário, um irresponsável e um mentiroso contumaz não deixa de o ser quando atravessa a linha (de resto, indefinida e convencional) para o domínio público. Fica ele próprio - e cedo ou tarde mostra o que verdadeiramente é. As pessoas de Santana e Sócrates podem e devem ser discutidas. Não discutir a sexualidade de cada um, não significa conceder um privilégio de silêncio para tudo o resto. (...)


Vasco Pulido Valente, in Público

OS ROSTOS DA DESILUSÃO

João Gonçalves 5 Fev 05

Durão Barroso e Santana Lopes encontram-se hoje em Lisboa. O primeiro, envolto na capa de presidente da Comissão Europeia, "mostra-se" ao lado do seu sucessor calculado. Este encontro simbólico, destinado a abrilhantar a campanha de Lopes, tem um lado negro. Estas duas figuras, a quem deve juntar-se Paulo Portas, agora entretido ora a "fazer de morto", ora a lançar olhares lúbricos a uma qualquer perspectiva de poder, são os maiores responsáveis pelo estado de desalento instalado no país e no eleitorado do PSD. Os indecisos e os abstencionistas que tanto preocupam o dr. Lopes são uma criação perversa dele próprio e do dr. Barroso. A fria ambição de Barroso permitiu Santana Lopes. Santana Lopes permitiu o caos. Ambos deram azo ao afastamento natural de milhares de pessoas que confiaram em Barroso, em 2002, contra o "porreirismo" vazio de António Guterres. A maior parte dessas pessoas está agora em casa a ruminar no que há-de fazer no dia 20. É quase obsceno Santana Lopes pensar que ainda pode contar com elas para alguma coisa. Portas não interessa. Barroso e Santana deixam como herança um grande partido ferido na sua dignidade histórica e política. Para milhares de portugueses como eu, eles são verdadeiramente os rostos da desilusão.

À ESPERA II

João Gonçalves 5 Fev 05

Parece-me que José Pacheco Pereira já começou a pensar no "que fazer" no day after. Com promessa de continuação ("Há vida depois de 20 de Fevereiro"), ler "A Honra Perdida do PSD" no Abrupto. "A ruptura na opinião pública entre o partido, ou pelo menos, parte do partido, e o seu actual Presidente, é a escassa riqueza que vai sobrar depois de 20 de Fevereiro: os portugueses distinguem entre o PSD e Santana Lopes. O PSD pode por isso levantar-se de novo".

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