Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

LER

João Gonçalves 4 Fev 05

... Vital Moreira, no Causa Nossa: "Golpes Baixos". É sobre a frenética actividade do "governo de gestão" e, sobretudo, acerca da "cartinha" que a dupla Portas/Bagão enviou aos ex-combatentes, algo que estaria pronto em Dezembro, mas que, só agora, está convenientemente a chegar às mãos dos presumíveis destinatários. Estes rapazes "dos valores" são umas verdadeiras raposinhas matreiras!

À ESPERA

João Gonçalves 4 Fev 05

Santana Lopes, em entrevista a Judite de Sousa, tirou Miguel Cadilhe "da cartola". Apresentou-o como eventual ministro ou mesmo vice-primeiro-ministro para a competitividade, caso continue chefe do governo. Temos de aguardar uns dias para perceber se isto é verosímil ou se Cadilhe, alguém conhecido pelo seu bom feitio, vai desmentir a "revelação". Santana, que tem andado sozinho, vai seguramente aparecer mais acompanhado. A qualidade da companhia é um bom barómetro para se entender as reais expectativas do PSD. Santana, cuja intuição já lhe deve ter sussurrado quão díficil é ganhar agora, aposta no "namoro" dos indecisos/abstencionistas. Em duas vertentes. A mais óbvia, a mais natural e a mais complicada, consiste em os conquistar para o voto. A outra, mais dissimulada, pretende "assustá-los" com a hipótese PS/BE e, no mínimo, mantê-los pelo menos em casa no dia 20. Procurar não perder demasiado eleitorado e evitar que o PS tenha maioria absoluta, é o "rendimento mínimo garantido" para Santana Lopes afrontar os que, dentro do PSD, "andam a fazer contas", como ele disse. Se o PSD perder as eleições - e perder é objectivamente não as ganhar -, há que arrepiar caminho. E, malgré tout, eu acho que Santana Lopes vai querer continuar no meio do caminho, tipo "empata". Só mesmo uma humilhação eleitoral o obrigaria a recuar. Como eu tenho sérias dúvidas que isso aconteça, parece-me sensato começar a pensar no que fazer. Até porque Cavaco está à espera.

AGUSTINA, A IRONISTA

João Gonçalves 4 Fev 05



(...)Então, porque é que se escolhe um ou outro? Porque um fala melhor e outro pior? Porque um é mais simpático ou mais bonito?

O Santana tem um instinto das situações. Sabe incutir confiança falando pausadamente, dando a impressão de que conhece profundamente as coisas de que fala, há um dom de se saber manifestar perante um público. Talvez isso venha dum hábito e duma ambição política. Parece-me uma pessoa a quem interessam os resultados, e nessa medida é combativo. O perigo do Santana Lopes é que ele é capaz de se desiludir de repente. Mas se sentir o estímulo do seu clã, pode ir longe.

E Sócrates?

Não tem isso, não tem ambição.

O que é que vê nele?

Vejo um nome! [risos] Vejo um nome que não corresponde ao seu original [risos]. Eu nunca fui socrática, mas este caminho de jogar com os nomes é fácil, não vamos por aí... O que é que eu vejo nele?... Isso teria que ser perguntado aos correligionários dele. O que é que eles viram para o escolherem como substituto de Ferro Rodrigues? Está mal substituído, sem dúvida.

O que é que lhe falta?

A grandeza e a capacidade que teve o Ferro perante as dificuldades.(...)

(Agustina Bessa Luís em entrevista ao DN)

O MELRO E A ÁGUIA

João Gonçalves 4 Fev 05

São curiosas as reacções ao famoso debate. Devagar, devagarinho é praticamente unânime a tendência para "puxar" por Santana, o "humano". Os argumentos são sempre os mesmos. O rapaz anda tão por baixo que qualquer sopro de vida é acrescento. Já Sócrates, o "cerebral", tinha a obrigação de fazer mais. Se tivesse "esmagado" o "humano", imagino o que hoje se diria. Na realidade, o que se passou durante hora e meia, demasiado certinha e bacteriologicamente quase pura, foi a exibição da diferença entre um melro e uma águia. Como se esperava, o melro cantou, mais ou menos desafinado, não desagradando aos ouvidos mais generosos. E à águia faltou o "golpe de asa" para não deixar o melro cantar mais do que podia.

NOTA "CULTURAL"

João Gonçalves 4 Fev 05

"O deputado do PS Augusto Santos Silva apresentou ontem um requerimento ao Governo, através do Ministério da Cultura, sobre "a grave situação vivida no Teatro Nacional de S. Carlos". Santos Silva pergunta a razão do atraso da "renovação do acordo de apoio mecenático" com o Millenium/BCP para o teatro "e, "se acaso o atraso não foi ainda recuperado, que medidas tomou e toma o Governo para desbloquear o impasse"; porque não foram "ainda descativadas as verbas retidas do orçamento" do S. Carlos, "quando é por demais evidente que sem a sua descativação o Teatro corre o risco iminente de paralisação"; e que "outras medidas está a tomar o Governo para acudir ao risco acima referido".
Comentário: Apoio a iniciativa de Santos Silva. A situação a que se chegou - se é que alguma vez se saiu verdadeiramente dela - evidencia o fracasso da "gestão flexível" prosseguida pelo governo nestes últimos três anos. Enquanto não se perceber, de uma vez por todas, que estes organismos devem possuir orçamentos plurianuais e que têm de recuperar a autonomia financeira, já que o "modelo" em vigor decididamente não funciona, não se vai a lado nenhum.

FALSOS COMENTADORES

João Gonçalves 4 Fev 05

Carlos Magno e Raúl Vaz pertencem à nobre classe dos "comentadores". O que lhes sobra em "sofística" saloia falta-lhes em isenção crítica. O primeiro assina documentos solenes com "individualidades" que andam sempre a salvar a Pátria no papel. Não comenta. Faz trocadilhos a que só ele deve achar graça. Vaz não é tão sofisticado. Para ele Santana "ganhou" o debate porque se "credibilizou" ao debitar números. Este raciocínio infantil pode levar qualquer "marrão" ao poder. Basta que, por instantes, saiba somar, multiplicar, dividir e que decore uma vaga tabuada. Ambos acham, com raras intermitências, que Santana é para levar a sério. Tal como ele é um falso primeiro-ministro, estes dois são falsos comentadores.

Pesquisar

Pesquisar no Blog

Últimos comentários

  • André

    Gosto muito da sua posição. Também gosto de ami...

  • Maria

    Não. O Prof. Marcelo tem percorrido este tempo co...

  • Fernando Ferreira

    Caríssimo João, no meio da abundante desregulação ...

  • António Maria

    Completamente de acordo.Ontem tive vergonha de ser...

  • Fernando Ferreira

    Caríssimo João, «plus ça change, plus c'est la mêm...

Os livros

Sobre o autor

foto do autor