Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

DA SARJETA

João Gonçalves 30 Jan 05

Como previ há dias, Santana Lopes já está confortavelmente instalado na sarjeta. Ontem, rodeado de cerca de mil minhotas, Lopes não resistiu ao seu impulso maior, o de vedeta de "revistas do coração". Apesar da localização do evento, a coisa ressumou "américa latina" por todos os poros. Só faltaram os fadistas marialvas do PPM para o ramalhete ser perfeito. Uma "doméstica" não resistiu a expôr a "natureza sedutora" daquele homem. E uma "funcionária pública" jurou que "ele ainda é do tempo em que os homens escolhiam as mulheres para suas companheiras". Terminou, espera-se que a pensar no marido, dizendo que "bem haja os homens que amam as mulheres". Lopes, babado e inspirado por aquela corte de indigentes, "avisou" que "não quer fazer chicana política". Mas lá foi deixando cair que "estes colos sabem bem", presumivelmente os das minhotas, e que "o outro candidato tem outros colos". Esta nota de tão intenso bom gosto diz tudo acerca do carácter do personagem. Estaria ele porventura a lembrar-se do "colo" do dr. Portas sem o qual não estaria onde presentemente está? Sabemos o que a sua campanha, não por acaso "tropical", anda por aí a espalhar miseravelmente. Sabemos que, na vertigem do afundamento anunciado, vai valer tudo. Com uma clareza cristalina, excitada pelo ambiente cobarde de aviário em que se encontrava, a natureza reles do argumentário populista de Santana Lopes veio naturalmente à superfície. É para isto que os tolos e alguns comentadores querem os "debates"? Acham mesmo que há alguma coisa séria na cabeça do ainda primeiro-ministro para "debater"?


LER OS OUTROS: O artigo de Ana Sá Lopes no Público de domingo, "Este homem já sabem quem é", e De cabeça perdida, de Nicolau Santos, no Expresso online: "Para a semana será lançado um livro com os textos sobre futebol que publicava no jornal «A Bola». É mais um toque de classe na campanha do nosso primeiro-ministro". Actualizado a 31 de Janeiro: ler "A crise de representação-3" no Abrupto.

FORA DA AGENDA

João Gonçalves 30 Jan 05

As questões do casamento entre homossexuais e da adopção de crianças por homossexuais, não constituem, a meu ver, uma prioridade política. José Sócrates fez o favor de explicar isso bem em duas palavras. De qualquer forma, o argumento da "estabilidade" e da "normalidade" para condenar essas hipóteses, são diariamente contrariadas nos tribunais de família e de menores. Que tipo de casais e que crianças filhas de que casais dão trabalho a esses tribunais? O Random Precision fez há dias duas interessantes reflexões sobre isto em "O casamento" e "A Adopção".

Pesquisar

Pesquisar no Blog

Últimos comentários

  • André

    Gosto muito da sua posição. Também gosto de ami...

  • Maria

    Não. O Prof. Marcelo tem percorrido este tempo co...

  • Fernando Ferreira

    Caríssimo João, no meio da abundante desregulação ...

  • António Maria

    Completamente de acordo.Ontem tive vergonha de ser...

  • Fernando Ferreira

    Caríssimo João, «plus ça change, plus c'est la mêm...

Os livros

Sobre o autor

foto do autor