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portugal dos pequeninos

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ABSOLUTA?

João Gonçalves 17 Jan 05

Pertenço a um conjunto, que espero vasto, de pessoas que em 20 de Fevereiro tencionam mudar o seu sentido de voto. Grande parte dos quase oitocentos posts deste blogue explicam amplamente porquê. A minha confiança neste PSD terminou definitivamente no dia em que o dr. Barroso decidiu abandonar o seu posto. E a forte empatia pessoal que sinto por Pedro Santana Lopes não chega para lhe continuar a entregar, sem mais, os destinos da nação. Dito isto, e porque o caso é verdadeiramente sério, desejo uma maioria absoluta do Partido Socialista para, como escrevi outro dia, fazer o que tem de ser feito. A seguir - mas isso é mais lá para diante -, quero pôr Cavaco Silva no lugar de Jorge Sampaio. Não andarei seguramente longe da verdade se disser que deve ser assim que muito eleitor pensa. Não me parece, no entanto, que este eleitor esteja muito entusiasmado. Nem julgo que se manifeste disponível para aguentar promessas vãs ou martirizações infantis. Entenda-se, uma vez por todas, que o país está legitimamente cansado e indignado. Mobilizar todo este incómodo não é nada fácil. Esta semana começou, nesta matéria, com um horrível "pingue-pongue" entre o PSD e o PS por causa daquilo que se pensa que se vai fazer. Eu pergunto se alguém sinceramente sabe qual é o autêntico "estado da arte". O governo já deu bastas provas que navega à vista. E é impossível que o PS conheça em detalhe aquilo que vai encontrar se formar governo. Ontem, gratuitamente, o eng. º Sócrates permitiu que um amável Santana Lopes disparasse um "tiro" no seu "porta-aviões". Eu nada tenho contra a circunstância de o eng. º Sócrates "ferver em pouca água". E ainda menos contra o facto de, em cada esquina, a toda a hora, aparecer uma "solução" para quase tudo. Estas eleições decidem a credibilidade de dois homens. O resto é folclore. Para o PS, essa credibilidade joga-se no lance da maioria absoluta. Não é só com o eleitorado tradicional do PS que ela se conquista. Nós, os que estamos "de fora", não somos demasiado tolerantes. Já não temos pachorra. Por isso, eu perguntaria, a um mês do acto eleitoral, se o eng. º José Sócrates acha que este é "o rumo" certo para chegar à dita maioria. A sério, tem a certeza? Absoluta?


Adenda: Neste contexto, ler "Os marrões", no Para lá de Bagdade.

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