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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

DEBATES E PRESIDENTES

João Gonçalves 13 Jan 05

Consegui reter duas coisas da discursata de Santana Lopes aos seus candidatos. A primeira, a que mais lhe interessa, consiste na rábula dos "debates". Se dependesse dele, a campanha eleitoral eclipsava-se perente os debates, sobretudo a dois. Como estamos cansados de saber e de ver, os debates apenas servem para os contendores exibirem os seus dotes no lançamento da palavra ou da diatribe oportunas, preferencialmente emitidas quando o outro estiver a falar. O resto do tempo é normalmente ocupado com banalidades e com sobreposições de vozes. Às nossas casas raramente chega outra coisa que não o ruído. O tempo dos "grandes debates" está morto e enterrado há muito tempo entre nós. Não tanto por causa do método, à partida excelente, mas no essencial pelo declínio progressivo da qualidade dos intervenientes. Busca-se o efeito fácil e colorido para dizer no fim que se ganhou. Ora nisto Santana é um mestre, como os seus comentadores de estimação não se cansam de repetir. É, sem dúvida, um terreno propício para exibir o nada e o nevoeiro. Não é por acaso que ele mencionou, como um dos temas para "debate", os "valores". Depois Santana propôs-se alterar o "sistema" político. Não exactamente por qualquer razão "de fundo" ou de relevante interesse nacional, mas porque, pura e simplesmente, ele, Santana, foi injustamente despedido. E a "alteração" é muito simples e adequada. Basta retirar ao PR o poder discricionário de dissolver o Parlamento quando entender que tem motivos para isso. Será que o proto-candidato presidencial Santana Lopes também pensa assim ou é mero devaneio anti-cavaquista do seu heterónimo "atraiçoado"? Os circunstantes, venerandos, atentos e obrigados, aplaudiram e regressaram rapidamente ao anonimato do qual a maior parte deles nunca devia ter saído.

LER

João Gonçalves 13 Jan 05

... no Random Precision "O Sr. Director". Ou como a reforma da administração pública, uma das mitomanias mais famosas desta "maioria", pode partir justamente da...reforma. É tudo tão mau, tão mau que o artigo do correspondente da "Reuters" sobre Portugal até parece um elogio.

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