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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

NA GRANDE LOJA

João Gonçalves 4 Jan 05

Pedroso II

UMA AVENTURA

João Gonçalves 4 Jan 05

A leviandade e a irreprimível pulsão "marketeira" de Pedro Santana Lopes chegaram a um patamar inusitado. Este primeiro-ministro acidental, que carrega diariamente a cruz da sua própria inverosimilhança, achou por bem comparar-se a anteriores presidentes do PSD que foram chefes de governo. "Ninguém fez tanto por Portugal", rezava a frase por cima de Balsemão, Cavaco Silva, Sá Carneiro, Santana Lopes e Durão Barroso. Por pudor, e não faltam outros argumentos bem mais substantivos, nenhum dos outros, ou os respectivos representantes, deveria ter consentido nesta manobra torpe depois de a conhecer. Só Cavaco reagiu como devia e passou imediatamente de herói de cartaz a "obstáculo". Parece que Lopes ainda não percebeu bem o que é que a opinião pública pensa verdadeiramente dos seus extraordinários dotes como governante. Esta tentativa pueril de se misturar com a melhor memória do PSD ou as trapalhadas no processo de formação das "listas", sujeitando-se a mais um brilhante atestado de carácter e de competência política passado por um outro "amigo do peito", em directo, nas televisões, são sinais que falam por si. Começa a ser preocupante pensar no que vai sobrar do PSD depois desta aventura. Sim , porque é de uma perigosa aventura que se trata. E quem é que está lucidamente disposto a confiar-se a uma aventura? Quem?

Adenda: "Golpes baixos...." na Grande Loja.

FINALMENTE

João Gonçalves 4 Jan 05

...as Novas Fronteiras "abriram".

O QUE É O PSD SEM...

João Gonçalves 4 Jan 05

Uma boa pergunta no Abrupto.

NA GRANDE LOJA

João Gonçalves 4 Jan 05

Pedroso

DEMOCRACIA DO ESFÉRICO

João Gonçalves 4 Jan 05

Discutir um sr. Pôncio ou com um sr. Pôncio, por causa de listas de deputados, é bem revelador do baixo nível a que isto chegou. A Câmara Corporativa do dr. Salazar, ao pé destes pífios corifeus da "democracia do esférico", era um jardim infantil.

FANTASMAS E BONS SENTIMENTOS

João Gonçalves 4 Jan 05

Na RTP discutiu-se se devemos ser optimistas ou pessimistas neste ano que começa. Gostei de ouvir D. José Policarpo apelar ao "realismo" e à "competência" para enfrentar os problemas. Maria de Fátima Bonifácio disse uma coisa interessante, sabendo-se que nunca diz coisas desinteressantes: provavelmente, e ao contrário do que se pensa, um dos nossos males é não estarmos ainda suficientemente deprimidos. Na realidade, as pessoas andam mais "chateadas", por exemplo por não terem dinheiro para tudo o que desejam (e desejam muito), do que propriamente deprimidas. E José Gil pôs o dedo na ferida. Não somos uma sociedade de enfrentamento e temos medo do conflito. Neste "debate" entre pessimistas e optimistas, percebe-se que a razão nunca está inteiramente num dos lados. A minha costela céptica, cínica e "hobbesiana", inclina-me muito decididamente para o pessimismo. No entanto - e há anos que o venho dizendo - sigo um provérbio russo antigo que li em epígrafe a uma versão francesa do "Livro do Eclesiastes": "um pessimista é um optimista bem informado". Francamente não espero grande coisa deste ano da graça de 2005. Isto porque não espero praticamente nada dos homens que conheço e que, de uma forma ou de outra, estão "à frente disto" nas mais diversas áreas. Gostava de poder esperar mais deles bem como de outros "registos" ou "ideias-fortes" que também fazem parte da vida, quando não mesmo constituem a própria vida, no que ela tem de absurdo e de infelicidade. Mas isso remete-me inconscientemente para o melhor "romance" traduzido no ano que passou, A Mancha Humana, de Philip Roth (D. Quixote). Está lá praticamente tudo sobre nós e o "outro", esse terrível torvelinho irresolúvel que nos mata um pouco mais todos os dias. Mostra-nos, como só a grande literatura o consegue fazer, a que ponto - e tão optimisticamente - nos deixámos conduzir tão para o fundo de nós mesmos, à conta, afinal, de fantasmas e de bons sentimentos.

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