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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

NEM UMA PALAVRA

João Gonçalves 3 Jan 05

Como anotou com pertinência Vital Moreira no Causa Nossa ("A ausência"), o Senhor Presidente da República, de tão enredado que estava em explicar a nobre "teoria do pastelão nacional", não reservou uma palavra para a tragédia em curso no sudeste asiático. Nem uma palavra. "As misérias domésticas parecem aliás pouca coisa face à morte de dezenas de milhares de pessoas e à provação de milhões de sobreviventes."

ANATOMIA DE UMA CAPITULAÇÃO

João Gonçalves 3 Jan 05

Para ler aqui. Ainda é relativamente cedo para comentar as "listas" de candidatos a deputados. Para já, as respectivas "cabeças" andam longe de encorajar quem quer que seja. E imagino o pior para os que se seguem. Por sorte, a maioria do eleitorado ignora olimpicamente as "listas" e concentra-se no voto para o governo. É por estas e por outras que o desprestígio da instituição parlamentar começa logo e ironicamente na escolha, tantas vezes grotesca, desta gente. Não se admirem depois com o resultado.


Adenda: Ler, no Veritas Filia Temporis, "A campanha eleitoral no Porto-Março de 2002", neste "contexto" infeliz.

O IMPASSE

João Gonçalves 3 Jan 05

É o título do texto desta semana do Rui Costa Pinto na Visão Online. Trata-se de um conjunto de oportunas reflexões sobre a "teoria do pastelão" proposta por Jorge Sampaio para "resolver" a crise. Como se sabe, recorre-se ao pastelão para juntar os restos aproveitáveis de comidas requentadas de que já estamos razoavelmente fartos. O resultado das eleições não deve servir de pretexto para "empastelar" ainda mais a vida pública nacional. Devem ser pedidas opções claras ao eleitorado, baseadas em rupturas democraticamente assumidas. Ou seja,´"nós" ou os "outros", e nunca "nós" com os "outros". Seja para o que for. Cavaco Silva fez isso em 1991 e não se deu mal. Eu sei que não há ninguém na paisagem parecido com ele nem a paisagem é equivalente. A "teoria do pastelão" não ajuda à maturidade do sistema democrático. Pelo contrário, infantiliza-o, passando um atestado de menoridade política aos principais protagonistas. Com "mensagens" deste género, para que serve andar a falar em maiorias absolutas?

UMA FRASE PARA 2005

João Gonçalves 3 Jan 05

Só tem convicções aquele que não aprofundou nada.

(E.M.Cioran)

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