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portugal dos pequeninos

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A VINTE DIAS

João Gonçalves 2 Jan 11


Não sendo um cavaquista da 25ª hora - daqueles picoitos meretrizes de Elêusis a que alude Ezra Pound e que pululam por aí travestidos de académicos, disto ou daquilo e que são muito respeitáveis porque asseguram a famosa paz das famílias -, estou à vontade para comentar, quando e se me apetecer, as prestações do PR e recandidato a Belém nas próximas três semanas. E de comentar o que as meretrizes de sentido oposto às primeiras (sempre "candidatas" a qualquer coisinha como o Pitta, versejador invertebrado que já tinha idade para não fazer figuras de Marques Lopes ou de "corporativo"). Já se percebeu que Cavaco optou pelo minimalismo. Está rodeado de Constituição - e de bonzos que temem as rupturas - por todo o lado. Correrá contudo o país convencido que "acredita" e que é preciso que o país "acredite". Em quê? Na competitividade das empresas falidas? Num sistema produtivo destruído? Num mundo de trabalho deprimido? Numa banca dependente e rapace? Numa juventude doutoradamente desempregada? Falo disto, assim, brutalmente, porque Cavaco é sucessor dele próprio em Belém e é o único que é verdadeiramente candidato a um cargo que, apesar de todas as limitações, não merecia a idiotia catatónica dos restantes pretendentes que tiveram a infelicidade de obter as legais sete mil e quinhentas assinaturas. Mas o referido minimalismo não lhe servirá de muito. Julgo (ainda julgo) que Cavaco, ao fim destas décadas de dedicação à causa pública, não pretende ficar associado ao descalabro socialista e à inoperância parlamentar. Deverá falar as vezes que forem necessárias e, com a legitimidade eleitoral renovada, jamais deve hesitar em denunciar ao país um e a outra. O minimalismo escolhido numa campanha que acompanho à distância vai custar-lhe uma forte abstenção a 23 de Janeiro. Porque ninguém é mobilizável por lugares-comuns e trivialidades depois da humilhação geral que entrou ontem em vigor. Aliás, é só disso que se vai tratar nos próximos 20 dias - de evitar que a abstenção dos que empobreceram por decreto vença nos boletins de voto. Por aqui, farei o que puder sem lambe-botismos imbecis para que não pendo. Mas com a feliz recomendação do Doutor Salazar na ideia: decididos até onde ir, não devemos ir mais além.

24 comentários

De Anónimo a 02.01.2011 às 15:28

"Hipnotizado" pela expressão «meretrizes de Elêusis» fui ver :

- «E a Doutrina da vida Universal, que se encerra no simbólico grão de trigo de Elêusis, que deve morrer e ser sepultado nas entranhas da terra, para que possa renascer como planta, à luz do dia, depois de abrir caminho através da escuridão em que germina. É a mesma doutrina pela qual o candidato, tendo passado por uma espécie de morte simbólica no quarto de Reflexões, renasce para uma nova vida como Maçon e progride por meio do esforço pessoal, dirigido pelas aspirações verticais que são simbolizadas pelo prumo». (Wikipedia)

Ciente.

De Garganta Funda... a 02.01.2011 às 16:24

Apelo a todos os cidadãos responsáveis deste país e que ainda têm miolos na cabeça para se absterem nestas eleições e com isto contribuirem para o enterro deste regime falido, pôdre e corrupto.

Não é com votos, tipo Miss Universo, como hoje disse - e muito bem! - o candidato «tiririca» da Madeira, José Manuel Coelho, que vamos conseguir alguma coisa, nesta actual quadro de destruição e saques nacionais.

A Abstenção é a arma da força da inteligência, contra a bovinização e a «juliapinheirização» do País.

Tenhamos fé! A sorte é dos audazes.

Não é daqueles que vão mansamente para o matadouro (urnas...).

De Anónimo a 02.01.2011 às 16:46

Eu prefiro o voto nulo.Aproveite para deixar uma mensagem, escreva um texto de protesto no boletim.
Ninguém pode votar por nós, nem podem pôr uma cruzinha no nosso boletim.

lucklucky

De Anónimo a 02.01.2011 às 16:46

CARo GF,

O 'tiririca' da Madeira não é nenhum Tirica. Apesar do folclore - inevitável para alguém, que esteja fora do círculo dos partidos, poder aparecer - existe muita consistência na mensagem e no apontar dos erros e vergonhas do(s) actual(ais) regime(s).

Tente ouvir o Sr. Coelho para lá das brincadeiras.

Bom ano de 2011.
NIN

De Isabel a 02.01.2011 às 16:55

Não morrendo de amores pelo Professor Cavaco (nunca falhei uma leitura de"O Independente"), considero a abstenção um risco. Uma segunda volta, estando nós no país de todos os absurdos, poderia ainda ressuscitar a crença na tristemente célebre "maioria de esquerda". Conheço gente inteligente que ainda acredita que os "bons valores" são propriedade moral da esquerda. Conheço gente moderadamente inteligente que considera Alegre simpático. Conheço a triste esquerda que temos e que, mesmo perante um país espoliado e quase inteiramente destituído de dignidade, ainda diz que "quem se avizinha será pior" e se resigna a Sócrates.Temo ainda
algum golpe baixo da propaganda vigente. Concluindo,desejaria que uma derrota muito expressiva de Alegre fosse o princípio do fim desta gente horrenda que nos governa. Não tanto por mim, que já me habituei a viver numa espécie de exílio interno, mas pelas novas gerações. Cavaco poderá parecer o vazio, mas Alegre seria, sem dúvida, o abismo.

De Anónimo a 02.01.2011 às 17:10

Nem em poetas, nem em covardes situacionistas.

Voto em branco,naturalmente.

De Farto de ser enganado a 02.01.2011 às 17:41

A mim não me enganam mais. Desta vez o meu voto vai direitinho para este candidato:

http://forum.chupa-mos.com/showthread.php?391151-Deputado-Maluco-da-Madeira-candidata-se-a-Pr.-Republica.-Precisa-de-assinaturas!

De Anónimo a 02.01.2011 às 17:44

É caso para dizer, cuidado que vem aí um papão... Filhos de meretrizes.-..

De Anónimo a 02.01.2011 às 18:20

Anda a ficar muito popular por ai......

http://corporacoes.blogspot.com/2011/01/os-grandes-espiritos-uma-especie-de.html

De Anónimo a 02.01.2011 às 18:30

et tu , brute ?

R2D2

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