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portugal dos pequeninos

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CONTINHAS - 2

João Gonçalves 24 Dez 05


O que as sondagens sobretudo mostram é que a vitória de Cavaco Silva não cai do céu, nem sequer das ditas sondagens. Aliás, a sua divulgação em catadupa, com algumas disparidades entre elas e com "metodologias" discutíveis, não é inocente. É o caso da última, a da "SIC" (Eurosondagem), que é titulada com uma enganadora "vitória à primeira garantida". Lida a "ficha técnica", percebe-se, pela margem de erro de cerca de 3%, que não é nada assim. Já a do "Correio da Manhã" (Aximage) - "Cavaco intocável vale cinco Soares" - peca pelo excesso. A pergunta que deve ser feita, nesta matéria, é muito simples. Quem é que beneficia mais com sondagens deste género, pseudo-deprimentes ou pseudo-generosas, consoante a perspectiva? Cavaco Silva partiu, mesmo antes de partir, muito confortado pelos números elevados. A exposição em campanha e os debates obrigaram, naturalmente, a alguma "descida à terra" e nos números, algo que não abalou nada de fundamental para os seus objectivos. Porém, revelam ambos - "a descida à terra" e os números - que a campanha que se vai seguir no "terreno" vai ser determinante para conquistar os indecisos, os abstencionistas e os "moles". Para Soares, pelo contrário, cada dia que passa precisa de uma pequena vitória, já que o "problema" destas eleições chama-se "eleitorado socialista", dividido por ele, Alegre e Cavaco. Os números mostram que Soares tem conseguido essas pequenas vitórias - é ele e não Cavaco, de facto, o verdadeiro beneficiado, por exemplo, com a sondagem da SIC/Eurosondagem - que, no entanto, sabem a pouco e, por enquanto, nem sequer chegam a metade do que Sócrates conseguiu em Fevereiro. À medida que o "balão" de Soares incha, os votos de Alegre diminuem e julgo que isso será, com o tempo, uma inevitabilidade. Jerónimo e Louçã - por esta ordem - farão a despesa dos votos dos seus fiéis e, no caso da matemática acabar por contar muito nesta equação, as migalhas que sobram para as pequeníssimas candidaturas, também. Em suma, do "drama" do "eleitorado socialista" - que é uma parte, apenas, dos que votaram no PS nas última legislativas - depende a resolução desta equação e, quiçá, a tão desejada "segunda volta".

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